sábado, 25 de julho de 2009

O que são Embalagens de Aerosol?


Provavelmente você possui em sua casa alguma embalagem com este sistema de aerosol. Seja um inseticida, um repelente de insetos, um desodorante e por aí vai uma infinidade de produtos que hoje em dia são fabricados neste sistema. O aerosol de fato é sistema inteligente e que facilita uma série de aplicações de diferentes produtos. Este sistema foi desenvolvido pelo engenheiro Eric Rotheim, há cerca de 75 anos atrás. A novidade somente causou impacto e foi valorizada na segunda guerra mundial, onde o exército americano utilizou o aerosol para distribuir inseticida e no entanto perceberam o potencial do produto. As latas, fáceis de serem usadas, eram de inestimável ajuda para os soldados no Pacífico, onde insetos transmissores de doenças representavam uma grande ameaça.
Os anos se passaram e as indústrias adaptaram essa tecnologia a uma grande variedade de produtos. Vamos entender agora como é formado este sistema.

A embalagem de aerosol é formada geralmente por dois fluídos:
O propelente, que geralmente é um gás liquefeito e o produto que é uma substância como, por exemplo, o spray para cabelos, o propelente fornece uma maneira para o produto sair da embalagem. Ambos os fluidos são armazenados em uma embalagem lacrada. Desta maneira, segue-se a seguinte ordem: o produto é colocado na embalagem, e em seguida é lacrada com uma válvula. Esta válvula possui um mecanismo, de mola, que quando acionada a passagem abre e desacionada a passagem se fecha. Após ser lacrada, o gás liquefeito é injetado sob alta pressão, comprimindo o produto líquido com muita força. Clique na figura e visualize o mecanismo.



Esta válvula possui um longo tubo plástico que vai do fundo até o sistema ao topo. Ela possui uma pequena peça na ponta com um estreito canal passando através dela. O canal vai de uma entrada próxima à parte de baixo da ponta da peça até um pequeno bocal no topo. A mola empurra a ponta da peça para cima e, com isso, a entrada do canal fica bloqueada por um lacre.
Quando empurramos o pino para baixo, a entrada escorrega para baixo do lacre, abrindo a passagem do interior para o exterior da lata. O gás propelente então impele o produto líquido até o topo do tubo de plástico e daí para fora através do bocal. O estreito bocal serve para borrifar o líquido que flui por ele, quebrando-o em pequenas gotículas que formam um jato fino spray. Bom, esta é uma forma simples de se explicar este sistema.

Abraços e até a próxima........

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Por que a espuma de sabonetes e detergentes coloridos é branca?



Na verdade, elas são, sim, coloridas, apesar de não terem os mesmos tons do sabonete ou do detergente. O que faz parecer que são brancas é a maneira pela qual os nossos olhos veem as cores. Isso porque eles possuem estruturas conhecidas como cones, que são sensíveis às cores vermelha, verde e azul.
Se as enxergamos ao mesmo tempo, registramos que o objeto é branco. Isso fica mais claro quando olhamos uma bolha de sabão um pouco maior do que aquelas formadas na espuma do sabonete: quando a luz incide sobre ela, ocorrem os fenômenos da refração e da reflexão.
Na refração, uma mudança de velocidade dos raios de luz que passam pela parede da bolha faz com que a luz branca se separe em várias cores, e o que vemos são manchas coloridas. Já na reflexão, a luz que incide sobre a bolha e é refletida não muda de cor, ou seja, continua sendo branca.
A imagem que chega aos nossos olhos é resultado das luzes que incidiram sobre a espuma: tanto as brancas refletidas nas superfícies das bolhas como as coloridas resultantes da refração.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Distribuição Eletrônica, como funciona?


No modelo Rutherford - Bohr, os elétrons giram ao redor do núcleo em diferentes órbitas. Um conjunto que está a uma mesma distância do núcleo é chamada de Camada Eletrônica. Na camada mais próxima ao núcleo, adicionamos o número máximo de elétrons. Sabemos que são sete as camadas (K, L, M, N, O, P, Q) e que de acordo com a tabela abaixo sabemos a quantidade de elétrons que cada uma suporta:
K - 2
L - 8
M - 18
N - 32
O - 32
P - 18
Q - 2
Porém, para fazer a distribuição nessas camadas, duas observações são importantes:
1) Se, numa camada, o número de elétrons for inferior ao seu número máximo de elétrons, coloca-se nessa camada o número máximo da camada anterior.
2) A última camada não pode conter mais do que 8 elétrons ( o necessário para atingir estabilidade), os elétrons restantes devem ser colocados na próxima camada.
Ficou confuso? Vamos a alguns exemplos.

Distribuição do Sódio, com 11 elétrons:
K - 2
L - 8
M - 1
Distribuição do Cálcio, com 20 elétrons:
K - 2
L - 8
M - 8
N- 2
E assim por diante. Porém, utiliza-se mais comumente para essa distribuição o "Diagrama de Linus Pauling".
Em cada camada ou nível de energia, os elétrons se distribuem em subcamadas ou subníveis de energia, representados pelas letras s,p,d,f, em ordem crescente de energia. O número máximo de elétrons que cabe em cada subcamada, ou subnivel de energia, também foi determinado experimentalmente (2, 6, 10, 14 respectivamente). Sendo que essas camadas são correspondentes às letras K, L, M, N, O, P, Q.
Então, na distribuição dos elétrons do Ferro (Fe, Z=26) por exemplo, ficaria assim:



domingo, 17 de maio de 2009

Fogos de Artifícios Coloridos.....Como Ocorre Isso?


Essa Coloração é produzida pela atuação de dois fenômenos químicos, são eles a incandescência e luminescência.
A incandescência é a luz produzida pelo aquecimento das substâncias. Quando se aquece um metal, por exemplo no caso de uma ferradura ou até mesmo um prego, ele passa a emitir luz . Por volta de 1800, os teatros usavam lâmpadas que aqueciam um bloco de óxido de cálcio (cal) com uma chama. Aliás, é daí que vem o termo refletor. A cal era usada porque ela possui uma temperatura alta de derretimento, portanto você pode aquecê-la para que produza um brilho branco sem derreter o bloco, o ferro se derrete a 1537,77ºC, enquanto a cal se derrete por volta de 2537,77ºC. A cal também é um bom produtor de luz. Este mesmo fenômeno usado nos fogos de artifício, nos quais são utilizados metais como o alumínio e magnésio, que ao queimarem produzem alta claridade.

A luminescência é a luz produzida a partir emissão de energia, na forma de luz, por um elétron excitado, que volta para o nível de energia menos energético de um átomo. Este fenômeno é uma característica de cada elemento químico. Ou seja, átomos de sódio quando aquecido, emitem luz amarela, pela luminescência. Já os átomos de estrôncio e lítio produzem luz vermelha. Os de bário produzem luz verde e assim por diante. Isto pode ser visualizado no teste de chama (ensaio seco).
São este dois fenômenos que nos proporcionam as belezas dos fogos de artifício e por isso uma grande variedade de cores, pela grande variedade de íons, pois cada qual uma cor diferente veja:
Sais de sódio como NaNO3, Na3AlF6 e NaCl – Produzem coloração AMARELA
Sais de cobre como CuCl e Cu3As2O3Cu(C2H3O2)2- – Produzem coloração AZUL
Sais de lítio como Li2CO3 - Produzem coloração Vermelha
Sais de bário como Ba(NO3)2 e BaCl+ – Produzem coloração Verde
Mistura de sais de estrôncio e cobre – Produzem Coloração Lilás
Mistura de sais de alumínio e magnézio – Produzem coloração BRANCA e PRATA

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Como funcionam adesivos que brilham no escuro??


Os adesivos que brilham no escuro geralmente são feitos com sulfeto de zinco (ZnS). Quando o sulfeto de zinco é exposto à luz, graças à sua configuração eletrônica, os elétrons das camadas mais externas absorvem a luz e são excitados para camadas etetrônicas ainda mais externas. Quando apagamos a luz deixamos de fornecer energia aos elétrons, que aos poucos vão retornando às suas camadas eletrônicas iniciais. Durante esse retorno (que pode durar horas), eles devolvem a energia que absorveram na forma de luz. Esse fenômeno se chama fosforescência.
Alguns modelos de relógios têm detalhes fosforescentes que nunca perdem o brilho mesmo quando são deixados vários dias no escuro. Isso acontece porque o material fosforescente desses relógios está misturado com um pouco de material radioativo, que funciona como uma fonte de energia para provocar a fosforescência.
Além da fosforescência, existe um outro fenômeno, chamado de fluorescência. Diferentemente das substâncias fosforecentes, os compostos fluorescentes deixam de emitir luz assim que são colocados no escuro. Podemos observar a fluorescência quando vamos a uma discoteca. Todo mundo que está de roupas brancas fica "brilhando" no escuro graças as lâmpadas de luz negra, que é uma lâmpada de luz ultra-violeta. Quando a luz negra é desligada, o brilho da roupa desaparece. A nossa roupa brilha sob luz negra por causa de um aditivo dos sabões em pó que usamos. Esse aditivo é usado para termos a impressão de que a roupa está "mais branca do que branca", pois ele absorve a radiação UV e emite como uma luz azulada. Outras substâncias fluorescentes que podemos encontrar são a água tônica e a urina. É por isso que não tem luz negra nos banheiros das discotecas.

Quando a emissão de luz de uma substância é provocada por uma reação química ela recebe o nome de quimioluminescência.
 

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