quarta-feira, 17 de junho de 2009

Por que a espuma de sabonetes e detergentes coloridos é branca?



Na verdade, elas são, sim, coloridas, apesar de não terem os mesmos tons do sabonete ou do detergente. O que faz parecer que são brancas é a maneira pela qual os nossos olhos veem as cores. Isso porque eles possuem estruturas conhecidas como cones, que são sensíveis às cores vermelha, verde e azul.
Se as enxergamos ao mesmo tempo, registramos que o objeto é branco. Isso fica mais claro quando olhamos uma bolha de sabão um pouco maior do que aquelas formadas na espuma do sabonete: quando a luz incide sobre ela, ocorrem os fenômenos da refração e da reflexão.
Na refração, uma mudança de velocidade dos raios de luz que passam pela parede da bolha faz com que a luz branca se separe em várias cores, e o que vemos são manchas coloridas. Já na reflexão, a luz que incide sobre a bolha e é refletida não muda de cor, ou seja, continua sendo branca.
A imagem que chega aos nossos olhos é resultado das luzes que incidiram sobre a espuma: tanto as brancas refletidas nas superfícies das bolhas como as coloridas resultantes da refração.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Distribuição Eletrônica, como funciona?


No modelo Rutherford - Bohr, os elétrons giram ao redor do núcleo em diferentes órbitas. Um conjunto que está a uma mesma distância do núcleo é chamada de Camada Eletrônica. Na camada mais próxima ao núcleo, adicionamos o número máximo de elétrons. Sabemos que são sete as camadas (K, L, M, N, O, P, Q) e que de acordo com a tabela abaixo sabemos a quantidade de elétrons que cada uma suporta:
K - 2
L - 8
M - 18
N - 32
O - 32
P - 18
Q - 2
Porém, para fazer a distribuição nessas camadas, duas observações são importantes:
1) Se, numa camada, o número de elétrons for inferior ao seu número máximo de elétrons, coloca-se nessa camada o número máximo da camada anterior.
2) A última camada não pode conter mais do que 8 elétrons ( o necessário para atingir estabilidade), os elétrons restantes devem ser colocados na próxima camada.
Ficou confuso? Vamos a alguns exemplos.

Distribuição do Sódio, com 11 elétrons:
K - 2
L - 8
M - 1
Distribuição do Cálcio, com 20 elétrons:
K - 2
L - 8
M - 8
N- 2
E assim por diante. Porém, utiliza-se mais comumente para essa distribuição o "Diagrama de Linus Pauling".
Em cada camada ou nível de energia, os elétrons se distribuem em subcamadas ou subníveis de energia, representados pelas letras s,p,d,f, em ordem crescente de energia. O número máximo de elétrons que cabe em cada subcamada, ou subnivel de energia, também foi determinado experimentalmente (2, 6, 10, 14 respectivamente). Sendo que essas camadas são correspondentes às letras K, L, M, N, O, P, Q.
Então, na distribuição dos elétrons do Ferro (Fe, Z=26) por exemplo, ficaria assim:



domingo, 17 de maio de 2009

Fogos de Artifícios Coloridos.....Como Ocorre Isso?


Essa Coloração é produzida pela atuação de dois fenômenos químicos, são eles a incandescência e luminescência.
A incandescência é a luz produzida pelo aquecimento das substâncias. Quando se aquece um metal, por exemplo no caso de uma ferradura ou até mesmo um prego, ele passa a emitir luz . Por volta de 1800, os teatros usavam lâmpadas que aqueciam um bloco de óxido de cálcio (cal) com uma chama. Aliás, é daí que vem o termo refletor. A cal era usada porque ela possui uma temperatura alta de derretimento, portanto você pode aquecê-la para que produza um brilho branco sem derreter o bloco, o ferro se derrete a 1537,77ºC, enquanto a cal se derrete por volta de 2537,77ºC. A cal também é um bom produtor de luz. Este mesmo fenômeno usado nos fogos de artifício, nos quais são utilizados metais como o alumínio e magnésio, que ao queimarem produzem alta claridade.

A luminescência é a luz produzida a partir emissão de energia, na forma de luz, por um elétron excitado, que volta para o nível de energia menos energético de um átomo. Este fenômeno é uma característica de cada elemento químico. Ou seja, átomos de sódio quando aquecido, emitem luz amarela, pela luminescência. Já os átomos de estrôncio e lítio produzem luz vermelha. Os de bário produzem luz verde e assim por diante. Isto pode ser visualizado no teste de chama (ensaio seco).
São este dois fenômenos que nos proporcionam as belezas dos fogos de artifício e por isso uma grande variedade de cores, pela grande variedade de íons, pois cada qual uma cor diferente veja:
Sais de sódio como NaNO3, Na3AlF6 e NaCl – Produzem coloração AMARELA
Sais de cobre como CuCl e Cu3As2O3Cu(C2H3O2)2- – Produzem coloração AZUL
Sais de lítio como Li2CO3 - Produzem coloração Vermelha
Sais de bário como Ba(NO3)2 e BaCl+ – Produzem coloração Verde
Mistura de sais de estrôncio e cobre – Produzem Coloração Lilás
Mistura de sais de alumínio e magnézio – Produzem coloração BRANCA e PRATA

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Como funcionam adesivos que brilham no escuro??


Os adesivos que brilham no escuro geralmente são feitos com sulfeto de zinco (ZnS). Quando o sulfeto de zinco é exposto à luz, graças à sua configuração eletrônica, os elétrons das camadas mais externas absorvem a luz e são excitados para camadas etetrônicas ainda mais externas. Quando apagamos a luz deixamos de fornecer energia aos elétrons, que aos poucos vão retornando às suas camadas eletrônicas iniciais. Durante esse retorno (que pode durar horas), eles devolvem a energia que absorveram na forma de luz. Esse fenômeno se chama fosforescência.
Alguns modelos de relógios têm detalhes fosforescentes que nunca perdem o brilho mesmo quando são deixados vários dias no escuro. Isso acontece porque o material fosforescente desses relógios está misturado com um pouco de material radioativo, que funciona como uma fonte de energia para provocar a fosforescência.
Além da fosforescência, existe um outro fenômeno, chamado de fluorescência. Diferentemente das substâncias fosforecentes, os compostos fluorescentes deixam de emitir luz assim que são colocados no escuro. Podemos observar a fluorescência quando vamos a uma discoteca. Todo mundo que está de roupas brancas fica "brilhando" no escuro graças as lâmpadas de luz negra, que é uma lâmpada de luz ultra-violeta. Quando a luz negra é desligada, o brilho da roupa desaparece. A nossa roupa brilha sob luz negra por causa de um aditivo dos sabões em pó que usamos. Esse aditivo é usado para termos a impressão de que a roupa está "mais branca do que branca", pois ele absorve a radiação UV e emite como uma luz azulada. Outras substâncias fluorescentes que podemos encontrar são a água tônica e a urina. É por isso que não tem luz negra nos banheiros das discotecas.

Quando a emissão de luz de uma substância é provocada por uma reação química ela recebe o nome de quimioluminescência.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Modelos Atômicos


Olá pessoal..atendendo a pedidos, segue material sobre os modelos atômicos, que é muito cheio de detalhes e que tentamos resumir da melhor maneira possível.


John Dalton - Modelo da bola de bilhar
Em 1803 Dalton propôs alguns princípios de seu modelo atômico, após a publicação de sua obra "Absorption of Gases by Water and Other Liquids" , são eles:
- Átomos de elementos diferentes possuem propriedades diferentes entre si.
- Átomos de um mesmo elemento possuem propriedades iguais e de peso invariável.
- Átomos são partículas maciças, indivisíveis e esféricas formadoras da matéria.
- Nas reações químicas, os átomos permanecem inalterados.
- Na formação dos compostos, os átomos entram em proporções numéricas fixas 1:1, 1:2, 1:3, 2:3, 2:5 etc.
- O peso total de um composto é igual à soma dos pesos dos átomos dos elementos que o constituem.
Então, em 1808 propôs um modelo de teoria atômica em que o átomo é uma minúscula esfera maciça, impenetrável, indestrutível, indivisível e sem carga. Todos os átomos de um mesmo elemento químico seriam idênticos.
Em 1810, com a obra "New System of Chemical Philosophy" testes provaram suas observações, entre outras relativas à constituição da matéria. E assim, outros princípios surgiram:
- Os átomos são indivisíveis e indestrutíveis;
- Existe um número pequeno de elementos químicos diferentes na natureza;
- Reunindo átomos iguais ou diferentes nas variadas proporções, podemos formar todas as matérias do universo conhecidos;
Para Dalton a matéria é constituída de diminutas partículas amontoadas como laranjas.

Joseph John Thomson
A partir de uma experiência utilizando tubos de Crookes, Joseph John Thomson demonstrou que os raios catódicos podiam ser interpretados como um feixe de partículas carregadas negativamente e que possuíam massa. Concluiu que essas partículas negativas deviam fazer parte de quaisquer átomos, recebendo assim o nome de elétron.
O Modelo atômico de Thomson (1897) propunha então que o átomo não fosse maciço (como havia afirmado John Dalton), mas sim um fluido com carga positiva (homogêneo e quase esférico) no qual estavam dispersos (de maneira homogênea) os elétrons. Podemos fazer a analogia desse modelo atômico com um "Panetone" ou com um pudim recheado de uvas passas, em que a massa do panetone seria positiva e as passas seriam as partículas negativas.

Ernest Rutherford
As bases para o desenvolvimento da física nuclear foram lançadas por Ernest Rutherford ao desenvolver sua teoria sobre a estrutura atômica. O cientista estudou por três anos o comportamento dos feixes de partículas ou raios X, além da emissão de radioatividade pelo elemento Urânio.
Uma das inúmeras experiências realizadas, foi a que demonstrava o espalhamento das partículas alfa. Esta foi base experimental do modelo atômico onde elétrons orbitavam em torno de um núcleo. Durante suas pesquisas Rutherford observou que para cada 10.000 partículas alfa aceleradas incidindo numa lâmina de ouro, apenas uma refletia ou se desviava de sua trajetória. A conclusão foi que o raio de um átomo poderia ser em torno de 10.000 vezes maior que o raio de seu núcleo.
Em 1911, propôs o modelo de átomo com movimentos planetários. Este modelo foi estudado e aperfeiçoado por Niels Bohr.

Niels Borh
A teoria orbital de Rutherford encontrou uma dificuldade teórica resolvida por Niels Böhr.
- No momento em que temos uma carga elétrica negativa composta pelos elétrons girando ao redor de um núcleo de carga positiva, este movimento gera uma perda de energia devido a emissão de radiação constante. Num dado momento, os elétrons vão se aproximar do núcleo num movimento em espiral e cair sobre si.
Em 1920, nomeado diretor do Instituto de Física Teórica, Bohr acabou desenvolvendo um modelo atômico que unificava a teoria atômica de Rutherford e a teoria da mecânica quântica de Max Planck: Sua teoria consistia que ao girar em torno de um núcleo central, os elétrons deveriam girar em órbitas específicas com níveis energéticos bem definidos e que poderia haver a emissão ou absorção de pacotes discretos de energia chamados de quanta ao mudar de órbita.
Realizando estudos nos elementos químicos com mais de dois elétrons, concluiu que se tratava de uma organização bem definida em camadas. Descobriu ainda que as propriedades químicas dos elementos eram determinadas pela camada mais externa.
Essa teoria acabou por se transformar na hipótese proposta por Louis de Broglie onde todo corpúsculo atômico pode comportar-se de duas formas, como onda e como partícula.

O ATUAL MODELO ATÔMICO
- Se sabe que os elétrons possuem carga negativa, massa muito pequena e que se movem em órbitas ao redor do núcleo atômico.
- O núcleo atômico é situado no centro do átomo e constituído por prótons que são partículas de carga positiva, cuja massa é aproximadamente 1.837 vezes superior a massa do elétron, e por nêutrons, partículas sem carga e com massa ligeiramente superior à dos prótons.
- O átomo é eletricamente neutro, por possuir números iguais de elétrons e prótons.
- O número de prótons no átomo se chama número atômico, este valor é utilizado para estabelecer o lugar de um determinado elemento na tabela periódica.
- A tabela periódica é uma ordenação sistemática dos elementos químicos conhecidos.
- Cada elemento se caracteriza por possuir um número de elétrons que se distribuem nos diferentes níveis de energia do átomo correspondente.
- Os níveis energéticos ou camadas, são denominados pelos símbolos K, L, M, N, O, P e Q.
- Cada camada possui uma quantidade máxima de elétrons. O número de massa é equivalente à soma do número de prótons e nêutrons presentes no núcleo.
- Os elétrons da última camada (mais afastados do núcleo) são responsáveis pelo comportamento químico do elemento, por isso são denominados elétrons de valência.
- O átomo pode perder elétrons, carregando-se positivamente, é chamado de íon positivo (cátion). - Ao receber elétrons, o átomo se torna negativo, sendo chamado íon negativo (ânion).
- O deslocamento dos elétrons provoca uma corrente elétrica, que dá origem a todos os fenômenos relacionados à eletricidade e ao magnetismo.
- No núcleo do átomo existem duas forças de interação a chamada interação nuclear forte, responsável pela coesão do núcleo, e a interação nuclear fraca, ou força forte e força fraca respectivamente.
- As forças de interação nuclear são responsáveis pelo comportamento do átomo quase em sua totalidade.
- As propriedades físico-químicas de um determinado elemento são predominantemente dadas pela sua configuração eletrônica, principalmente pela estrutura da última camada, ou camada de valência.
- As propriedades que são atribuídas aos elementos na tabela, se repetem ciclicamente, por isso se denominou como tabela periódica dos elementos.
- Os isótopos são átomos de um mesmo elemento com mesmo número de prótons (podem ter quantidade diferente de nêutrons).
- Os isótonos são átomos que possuem o mesmo número de nêutrons
- Os Isóbaros são átomos que possuem o mesmo número de massa
- Através da radioatividade alguns átomos atuam como emissores de radiação nuclear, esta constitui a base do uso da energia atômica.

 

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